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10 de Julho de 2017

Transporte de carga por avião reage.

A reação do transporte aéreo de cargas no mercado brasileiro
alimenta, entre as companhias aéreas do país, expectativa de crescimento em
2017, após três anos consecutivos de retração. Há dois movimentos em curso:
ampliação da rede de atendimento, com abertura de novas bases pelo país, e
aumento do uso da capacidade instalada nos últimos dois anos.



Em maio, a carga transportada pelas companhias aéreas
brasileiras cresceu 10% ante igual período de 2016, segundo a Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac), o melhor desempenho mensal em quatro anos. A variação
acumulada em 2017 ainda é negativa, de 1,8% ante igual período de 2016, mas a
retração está perdendo força. Ano passado, a queda em 12 meses foi de 8,2%, e
em 2015, de 11,5%



Para executivos do setor, a retomada da atividade industrial
e do consumo, ainda que de forma irregular, favorece o modal aéreo. "Com a
malha aérea consigo conectar clientes com maior velocidade", diz o
vice-presidente da Azul, Sami Foguel. "Nosso plano começou com a ampliação
da rede de bases de atendimento, que subiu de 50 para 168 [entre 2014 e 2017], por
meio de agentes licenciados exclusivos", disse. Segundo ele, a Azul deve
abrir mais bases este ano, com investimento em equipamentos e pessoal.



Em maio último, a aérea cresceu 12,2% em toneladas
transportadas ante igual mês de 2016. A participação da Azul no mercado local
subiu de 4,2% em 2013 a 8,1% no acumulado em 2017 até maio.



O incremento da operação cargueira na Azul ganhou impulso
também pela entrada em operação, desde meados de 2016, de seis aviões maiores
na frota - os Airbus A320, que têm porões maiores que os jatos da Embraer que
estão sendo substituídos. Essas aeronaves estão sendo usadas em rotas de maior
densidade para o transporte de produtos entre Manaus (AM) a Recife (PE), por
exemplo.



No primeiro trimestre deste ano, a receita da Azul com
cargas cresceu 34%. O vice-presidente da empresa disse que a receita cresceu
mais que o volume da carga por causa dos serviços de maior valor agregado que a
companhia tem oferecido. Desde 2016, por exemplo, a empresa atua dentro da
fábrica da Samsung, em Manaus, onde faz os processos de manuseio, embalagem e,
de lá, transporta os produtos, com rastreabilidade, até o centro de
distribuição da fabricante, em Recife. "Estamos saindo do transporte puro,
de baixo valor agregado, para uma operação de logística de maior valor
agregado", diz Foguel.



A Latam, líder do setor e que responde por 43% do transporte
doméstico de cargas no país, também concentrou esforços para atrair clientes
que demandam logística para produtos de maior valor agregado, como aparelhos
celulares e produtos farmacêuticos - são itens de pouco peso, mas alto valor de
venda. "Essas mercadorias já são as mais transportadas pela empresa nas
rotas domésticas, representando 50% de nossas cargas", disse Luis
Quintiliano, diretor-geral da Latam Cargo Brasil.



O tráfego cargueiro em Manaus cresceu 23% em maio deste ano,
na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo a Latam. A companhia
aumentou em 20% a utilização da capacidade de seus terminais em Belém (PA) e
Fortaleza (CE). Nos últimos dois anos, a Latam investiu R$ 96 milhões para
modernizar 20 bases no Brasil.



A Avianca está ampliando a malha cargueira. "O
departamento de cargas segue a expansão das rotas de passageiros da empresa.
Este ano, inauguramos bases em Foz do Iguaçu [PR] e Navegantes [SC]. Isso
contribui para o crescimento da nossa demanda", afirma o vice-presidente
da Avianca Brasil, Tarcísio Gargioni.



De janeiro a maio de 2017, a Avianca Brasil transportou 28%
mais que no mesmo período de 2016. "É um pouco prematuro para afirmar que
há retomada sustentável desse mercado, mas nossa expectativa para 2017 já é a
de termos um crescimento em relação a 2016", disse Gargioni.



As aéreas brasileiras também têm interesse na expansão do
comércio eletrônico. "Nos últimos meses, diversos segmentos apresentaram
resultados significativos, com destaque para o automotivo, equipamentos
eletrônicos e e-commerce", diz o diretor de cargas da Gol, Eduardo
Calderon.



A Gol, que acumula este ano até maio um crescimento de 7,9%
no volume de carga transportada, usa uma rede de franquias para atender o
comércio eletrônico e fazer a "última milha", ou seja, entregar a
mercadoria na casa do consumidor. A aérea anunciou este mês uma parceria com a
companhia regional Passaredo, para chegar a mais destinos no país.



O comércio exterior é outro vetor do crescimento do
transporte de cargas para as aéreas brasileiras - embora nas rotas
internacionais essas companhias tenham que dividir mercado com concorrentes
estrangeiros. No mercado internacional, as aéreas brasileiras transportaram
12,5% mais este ano até maio que em igual mês de 2016.



Segundo a Latam, que responde por 54% da carga transportada
pelas companhias aéreas brasileiras em rotas internacionais -, há avanço nas
exportações de autopartes, que incluem autopeças e também partes de veículos
para montagem, principalmente para os Estados Unidos, a Alemanha e o México.
"O movimento de frutas para a Espanha também cresceu de forma importante
este ano versus o mesmo período de 2016", disse Quintiliano.

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