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05 de Setembro de 2016

Startup quer pagar pelo tempo que você perde no trânsito

A falta de mobilidade é um dos grandes entraves para a produtividade do país. Isso é especialmente verdade nas grandes cidades: em São Paulo, por exemplo, não é surpresa ficar horas parado no trânsito todos os dias apenas para ir ao trabalho e voltar para casa.

Mas, e se toda essa demora pudesse ser usada para ganhar um dinheiro a mais? Foi o que pensou o empreendedor João Paulo Camargo: seu negócio, chamado Eu Entrego, recruta pessoas para entregar encomendas em locais na sua região. Com isso, os entregadores conseguem uma renda extra no caminho para o trabalho, por exemplo. Ou seja: é uma espécie de "Uber das entregas."?

A ideia deu tão certo que conquistou um aporte milionário e já entregou cerca de mil pedidos.

Ideia e investimento

Camargo é formado em administração e possui um MBA em marketing. Trabalhou para empresas de tecnologia, tanto na área empresarial quanto em recrutamento. Porém, enxergou uma oportunidade de negócio que o faria trocar sua carreira pelo empreendedorismo.

"Eu observo o mercado empreendedor há algum tempo. Vi uma tendência de empresas fazendo negócios escaláveis, sem possuir nenhum ativo - os conhecidos empreendimentos de economia compartilhada"?, conta Camargo.

Ele pensou que esse modelo de negócio poderia ser aplicado a diversos setores, especialmente com a popularização dos smartphones e das avaliações feitas pelos próprios usuários. Ao mesmo tempo, notou que a logística era um gargalo de crescimento do país.

"Isso já é um assunto conhecido e estudado; porém, ainda apresenta problemas nas pontas da cadeia: ou seja, na hora de andar distâncias curtas e subir andares de um prédio, por exemplo."?

Segundo Camargo, por conta do custo da entrega , muitos comércios eletrônicos e grandes empresas acabam lucrando menos. Mas como a Eu Entrego resolve esse gargalo? O empreendedor afirma que os pedidos feitos pela Eu Entrego são cerca de 10% mais baratos que os realizados pelos Correios ou por um motoboy contratado.

Além disso, o fato de os entregadores não serem exatamente funcionários da startup faz com que o serviço possa ser feito, teoricamente, a qualquer hora do dia: basta ter alguém disposto a faturar um dinheiro extra. E isso é cada vez mais comum no Brasil.

Juntando economia colaborativa, demanda por entregas eficientes e interesse em oportunidades de aumentar a renda, a ideia de Camargo atraiu os olhos de um investidor-anjo, que colocou 1 milhão de reais no negócio, no final de 2015.

Esse era o estímulo que faltava para o empreendedor. Ele deixou de ser headhunter e usou o investimento para lançar, de vez, a Eu Entrego. A plataforma começou a operar em janeiro deste ano, tanto para desktop quanto para Android e iOS.

Como funciona?

Tudo começa quando um usuário solicita um serviço de entrega por meio da startup.

Primeiro, ele descreve o que deseja entregar, o tamanho e o peso da encomenda - se quiser, pode tirar uma foto. Depois, define o local e a data de retirada do objeto, o prazo de entrega e o endereço final. Por fim, indica quanto pretende pagar pelo serviço.

A Eu Entrego, então, repassa esse pedido aos entregadores mais próximos, que podem aceitar ou negociar o valor oferecido pelo usuário.

Não há um preço mínimo cobrado pela plataforma: usuário e entregador combinam o valor do serviço. Já a porcentagem que fica para o entregador e para a startup é fixa: 80% do valor da encomenda vai para o entregador; os 20% restantes sustentam a operação da Eu Entrego. O entregador só aceita encomendas que ele julgar convenientes para ele - por exemplo, que estejam no seu trajeto de trabalho.

Assim que o acordo é selado, o usuário pode visualizar a localização do entregador, enquanto este pode reportar o passo a passo da entrega.
O pagamento é feito dentro da própria plataforma, com cartão de crédito - como ocorre em serviços como o Uber. Os entregadores recebem seus lucros uma vez por semana e podem acompanhar seu extrato também pela plataforma. Os mais dedicados da Eu Entrego faturam três mil reais por mês, diz Camargo.

Não é preciso ter um automóvel para realizar as entregas: há quem vá a pé, de ônibus, de metrô, de moto, de Kombi, de Fiorino e até de guincho, relata o empreendedor.

Depois que o serviço é finalizado, há um processo de avaliação. Tanto o entregador quanto o usuário podem ser denunciados se não cumprirem com o que foi acordado. Se as denúncias forem recorrentes, pode ocorrer a expulsão do denunciado da plataforma.

Camargo ressalta também que há um processo de seleção criterioso: é preciso ter ficha limpa e até o comportamento nas redes sociais é analisado. Os entregadores preenchem um formulário com documentos e precisam fazer uma redação. Se aprovados, podem baixar o aplicativo na versão exclusiva para entregadores, chamada Eu Entregador (por enquanto, apenas para Android).

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